sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Chaves
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Das fotos que não tirei
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Versos de quarta - Cíntia Moraes
levanto
deito
levanto
deito levanto
e
pra amanhecer
falta tanto
sábado, 1 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz ano bobo
Nenhuma pressa
Ano que começa
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Postagem azul

Na minha vasta ignorância literária, ainda estou criando minhas referências. Uma delas, já solidificada, é com um poeta local Carlos Pena Filho. Por sinal, nem é a primeira vez que eu falo dele por aqui, está no circuito dos poetas e em um episódio dos versos de quarta.
o Recife vai marchando.
O bairro de Santo Antonio,
tanto se foi transformando
que, agora, às cinco da tarde,
mais se assemelha a um festim,
nas mesas do Bar Savoy,
o refrão tem sido assim:
São trinta copos de chopp,
são trinta homens sentados,
trezentos desejos presos,
trinta mil sonhos frustrados.
Não se apalpa, é só desejo.
Ninguém diz: é lá que eu moro
Diz somente: é lá que eu vejo.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Diálogo real
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Impressões legais
domingo, 5 de dezembro de 2010
Humanscapes


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Versos de Quarta - Frei caneca
Nem a mim mesmo em segredo;
É tão cruel o meu fado,
Que até de mim tenho medo.
Incêndio voraz no peito,
Sempre tem funesto efeito,
Se não rebenta o vulcão.
Eis porque, meu coração,
Pouco falta, que me estales;
Porque nos montes, nos vales,
Em deserto, ou povoado,
Não posso soltar um brado,
Não posso contar meus males.
Centro de amor e ternura,
Agora é morada escura
De males mil, com que peno.
Vós p’ra quem um fado ameno
Aponta com áureo dedo,
Fugi de mim porque cedo
Mudar-se vereis a sorte;
Pois o meu mal é tão forte,
Que até de mim tenho medo.
sábado, 27 de novembro de 2010
Felicidade solitária - Bandeira' Rock
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Fotossensível
sábado, 20 de novembro de 2010
Tradução por figuras
Já na imagem abaixo, eu peço a ajuda de vocês para compreender o significa isso que está no manual dela.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Alma feliz
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Comemorações
sábado, 6 de novembro de 2010
A foto
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
200
* Vou comentar sobre esta foto na próxima postagem
Escrevo porque preciso
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
sábado, 30 de outubro de 2010
O cretino fundamental
Este talvez seja um dos arquétipos mais famosos de Nelson Rodrigues, que criou outras figuras ilustres como desconhecido íntimo, padre de passeata, estagiária de calcanhar sujo e idiota da objetividade.
- O cretino fundamental é aquele que tenta deturpar o óbvio ululante.
- O idiota da objetividade também é um cretino fundamental
- Ao cretino fundamental, nem água
- Ponha um cretino fundamental em cima da mesa e você manda ele falar, ele dá um berro e imediatamente, milhares de outros cretinos se organizam, se arregimentam e se aglutinam.
- O maior acontecimento do século XX É a rebelião dos ‘CRETINOS FUNDAMENTAIS’!
- Antes, ‘o cretino fundamental' raspava a parede da sua humildade e na consciência da sua inépcia. Mas, agora conseguiram finalmente pela superioridade numérica. Porque para um gênio, você tem um milhão de imbecis.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Influencias artísticas
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Coisa de velho
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Politicaria III - O muro
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Versos de Quarta - John Suckling
Why so pale and wan, fond lover?
Prithee, why so pale?
Will, when looking well can’t move her,
Looking ill prevail?
Prithee, why so pale?
Why so dull and mute, young sinner?
Prithee, why so mute?
Will, when speaking well can’t win her
Saying nothing do’t?
Prithee, why so mute?
Quit, quit for shame! This will not move;
This cannot take her.
If of herself she will not love,
Nothing can make her:
The devil take her.
*************
Minha porca tradução abaixo é só pra ajudar na compreensão do sentido, nem procurei alinhar as rimas e as aliterações da poesia original por pura incapacidade mesmo. Se você entendeu acima, nem precisa ler embaixo.
Por que tão pálido e triste, tolo apaixonado
Por Deus, Por que tão pálido?
Se, quando estás bem não mexes com ela
Aparentar doente prevalecerá?
Por Deus, Por que tão pálido?
Por que tão desanimado e mudo, jovem pecador
Por Deus, Por que tão lânguido?
Se, quando você fala bem, não a conquita
Não falar vai ajudar?
Por Deus, Por que tão desanimado?
Deixe, deixe, deixe por vergonha! Isso não mudará
Isso não a conquista
Se dela mesma, nunca amar a ti
Não podes faze-lo
O Diabo que a carregue
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Relações amorosos ideais
mas como é difícil!
domingo, 26 de setembro de 2010
Limites da arte

quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Quintanando
Fim do mundo
Um homem sozinho numa gare deserta
À espera de um trem que nunca vem.
Por fim, vai informar-se no guichê da estação.
Não encontra ninguém...
Vida
Não sei
O que querem de mim estas árvores
Essas velhas esquinas
Para ficarem tão minhas só de as olhar por um momento
Ah! Se exigirem documentos aí do Outro Lado
Extintas as outras memórias
Só poderei mostrar-lhes as folhas soltas de um álbum
[de imagens
Aqui uma pedra lisa, ali um cavalo parado
Ou
Uma
Nuvem perdida,
Perdida...
Meu Deus, que modo estranho de contar a vida.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Versos de quarta - Mario quintana
Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece…
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Perigos inocentes
domingo, 12 de setembro de 2010
Uma tarde no mercado - Parte final
* O microfone do grupo virou quase um karaokê. Passou por lá a cozinheira do bar vizinho, o dono do bar (cantando feelings, uia), até gente que nem sabia que pra se cantar, o microfone precisava ficar diante da boca. Pior para o guitarrista, ter que acompanhar este povo. Com o crescimento do índice alcoólico global, o guitarrista tomou as rédeas. Só tocava o que ele queria.
* Estava chegando a hora do jogo de futebol e decidimos tentar ver na única TV do mercado, que chiava horrores. Além disso, um homem com o chapéu de chifre fazia com que a imagem fosse dividida em três regiões, intra e extrachifre.
* Alguém toca no meu ombro (no mercado, você não sabe o que espera quando se virar). Era um homem na mesa de trás, muito bêbado. Ofereceu cenzão pra apostarmos entre nossos times, me dando a vantagem do resultado de empate. Não aceitei. Ele baixou pra 20 e eu continuei sem aceitar. Para se ter uma ideia do estado dele. Após o começo, ele assistia ao jogo e, por vezes, se virava pra mim e perguntava.
- Como é que tá o jogo?
Ou seja, ele olhava e não via. Quis apostar 100 pilas num jogo que ele mal sabia o que tava se passando. O bêbado apostador é um risco iminente ao seu próprio bolso. Antes do final ele confidenciou que apostou duzentão com outra pessoa nas mesmas condições.
O jogo foi 1x1 e ele perdeu.
* Fim de jogo, nível etílico alto, minha mesa definitivamente se integrou com a mesa do vizinho. Dentre as teorias levantadas, havia a que o homem preferia cachorros e mulheres gatos. Após toda uma argumentação, houve um desfecho.
- É que estas coisas tão bem além da capacidade de compreensão dos homens, você tá me entendendo?
- Não! Ou eu deixo de ser homem!
Fatality.
Bem, esta foi a parte publicável da coisa!
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Versos de quarta
sábado, 4 de setembro de 2010
Uma tarde no mercado - Parte um
* O mercado fica numa região comercial, no centro antigo da cidade. Não é o mais tradicional, nem o mais bonito, mas creio que seja dos mais movimentados. Tem um caráter essencialmente popular, mas também atrai outras pessoas que se atraem pelo clima, além do pessoal que vai pra posar. (Pois é. Ir a mercados públicos populares também é cult!). Apesar de o tempo estar bastante nublado, o mercado estava cheio.
* Havia dois boxes que eram vizinhos e tinham características bem peculiares que se aproximam do estereótipo masculino e feminino. No Box dos homenzinhos, bebidas das mais diversas naturezas no balcão, garçons totalmente descaracterizados, que exigiam certa atenção para se perceber quem era e para piorar, os atendentes se revezavam, provavelmente estavam fazendo bicos por ali. A cerveja, porém, multo gelada durante o dia todo, coisa de quem se preocupa com isso. O Cardápio?
- Tem bode e sarapatel.
* O bar das mulherezinhas era bem organizado, havia mesas forradas com um número indicando o lugar. O cardápio de plástico tinha mais de 10 opções que eu pude ver a distância, a maioria delas poderia ser vista em cartazes pregados ao redor do Box. Dentro, as cozinheiras todas com toucas e um aspecto interno limpo. As atendentes eram mulheres em sua maioria e todas de fácil identificação.
* O lugar estava lotadíssimo. Para que coubessem as mesas todas, foi necessário ficar todo mundo junto e apertadinho. Isso fez com que a interação entre as mesas vizinhas seja relativamente forte e por vezes engraçada.
* Numa destas, uma moça que estava por trás de mim, ao receber novas pessoas a sua mesa e acomodar todo mundo, toca no meu ombro, eu me viro e ela:
- Dá pra você sair daí?
Surpreso, perguntei como quem não entende, pela ousadia, e ela repete.
- Dá pra você sair daí?
Eu ainda mexo minha cadeira um pouco pra frente. Eu não ia deixar de sair do lugar da mesa onde eu estava com meus amigos por um pedido ousado destes. Ainda puxei um pouco a cadeira pra facilitar. Ela então percebe o movimento e se apressa para falar:
- Não! Não é para você sair daí, eu quis saber se dava para você sair daí, caso queira ir ao banheiro.
Tudo esclarecido depois do complemento, mas eu virei a piada do dia.
* No Box dos homenzinhos onde eu estava iniciou uma movimentação de uma "banda". Está assim entre aspas porque tinha um cantor, um guitarrista e só. Eles trouxeram um atabaque que era revezado entre os garçons e o dono do bar (não que eles soubessem tocar, mas enfim). Um deles, por sinal, tocava com um garfo na mão na lateral, estilo de quem toca pagode.
Bem, Como o post ficou grande, vou falar da banda e de outras coisas na segunda parte.













