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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Feriado de meio de semana em Olinda

coisas que você vê Olinda em um feriadão com eventos pontuais de música não-comercial nas igrejas do lugar:

* Filas gigantescas para pegar ingressos gratuitos 4 horas antes do show.
* Muita, muita gente, em pelo menos dois trechos onde não acontecia absolutamente nada
* Outro tanto de gente indo desse ponto, que não havia nada, para outro ponto que também não havia nada.
* No único palco aberto onde não se exigia ingresso, espaços para ver o show sentado no chão
* Democracia (ou algo parecido). Vi o show com um amigo e um mendigo do outro lado, reclamando que tinha um cara que entrou justamente na minha frente. Este cara é um vocalista de uma banda famosa

Olinda. Adoro esta cidade por não entender absolutamente nada de lá.
Já falei de Olinda aqui , aqui e aqui

sexta-feira, 11 de março de 2011

O carnaval não é só isso

Todos vocês já devem ter visto o comentário da jornalista Rachel Sheherazade atacando o carnaval. A transcrição do texto está aqui

Já foi falado, já repercutiu bastante, mas eu não vi nenhuma reposta que colocasse determinados limites no comentário. Vejo uma louvação tremenda. Vou registrar aqui alguns contrapontos que os olhos parciais não consideram.

1. O carnaval pode não ter origem brasileira, mas o carnaval brasileiro é sim genuíno. Se a gente regride as coisas, o que foi inspirado no que, vamos voltar muito além. Além do mais, quem se importa da origem?

2. Sei que no Rio de Janeiro tem blocos de rua enormes. No Recife é cheio de atrações gratuitas. O galo da Madrugada, que arrasta 1,7 milhões de pessoas, deve ter no máximo uns 5% de pessoas de camarotes. Neste panorama, é uma festa popular sim. Foi uma generalização infeliz do carnaval.
E vamos parar com esse negócio de que é feio ganhar dinheiro.

3. Concordo que há músicas ruins, mas em Recife/Olinda temos frevos-canção lindos. Por sinal, o frevo tradicional se apresenta na Europa em festivais de Jazz. O samba tradicional do rio não pode ser considerado uma música pobre também. Mais uma generalização que incomoda

4. Hoje em dia, o que se faz em favor do povo é rotulado de política de pão-e-circo. Apontar de maneira hipócrita "onde estão os policiais" e "onde estão as ambulâncias" na diversão da massa que não pode se defender é fácil, até porque não mexe com os prazeres pessoais dela.
Os prazeres da vida são racionais e "inutensílicos", como diria Leminski. Se formos racionalizar tudo, não vamos por o pé fora de casa.

5. Esta parte da crítica quanto ao giro de dinheiro no carnaval é muito pobre, convenhamos. A própria João Pessoa tem um fluxo de turistas muito forte. Os informais faturam SIM no carnaval, tanto que lotam as ruas vendendo seus itens. Isso não resolve o problema social deles e etc, mas os ajudam.

6. Culpar o carnaval por acidentes de embriagados e por gravidez indesejada é colocar o carro na frente dos bois. Se alguém bebe e dirige em festa, faz isso sendo carnaval ou não. O mesmo quem se descuida dos métodos contraceptivos.

7. O carnaval foi bom nos tempos de outrora? É bom dar uma lida aqui antes de bater o pé nesta opinião. Outrora também tinha seus problemas, mas são mais fáceis de esquecer.

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Até concordo que o comentário dela possa exibir algumas realidades e induzir reflexões importantes, mas discordo totalmente da forma ampla e generalista que foi feito. Olhe que eu nem sou chegado em carnaval. Sempre que posso eu viajo pra outros cantos, mas acho importante marcar opinião

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Postagem azul



Na minha vasta ignorância literária, ainda estou criando minhas referências. Uma delas, já solidificada, é com um poeta local Carlos Pena Filho. Por sinal, nem é a primeira vez que eu falo dele por aqui, está no circuito dos poetas e em um episódio dos versos de quarta.
Era de palavras delicadas, gostosas, com sacadas muito bacanas, como o poema que ele fez para Olinda, representado mais lá embaixo.
Este ano é o cinquentenário da morte prematura deste poeta e para lembrar sua passagem o Centro Cultural Santander fez uma exposição sobre ele.

Pude conferir e está muito boa. Não lembro de uma mostra bem cuidada assim para um poeta local sem muita força nacional. A exposição é dividida em 3 partes. No térreo há uma overdose de poemas dele e dois setores caracterizados. Um representando o bar Savoy (bar mítico que reunia os intelectuais no século passado), passando para um ambiente completamente azul (reflexo do desmantelo azul, um dos sonetos mais famosos dele), inclusive tendo um audio do próprio Pena Filho recitando o poema. No primeiro andar, um curta sobre o autor e no segundo algumas fotografias, vídeos e outras exposições artísticas que se vinculavam a poemas dele. No estilo do meu álbum do meu quintanando .
Sendo bem feito, de um poeta que eu realmente gosto, foram momentos valiosos que eu passei por lá. Ainda devo voltar para rever tudo de novo, mais azulado :D

Alguns poemas embaixo sobre coisas que citei aí em cima

(1) Trecho: Chopp (Copiei daqui)
Na avenida Guararapes,
o Recife vai marchando.
O bairro de Santo Antonio,
tanto se foi transformando
que, agora, às cinco da tarde,
mais se assemelha a um festim,
nas mesas do Bar Savoy,
o refrão tem sido assim:
São trinta copos de chopp,
são trinta homens sentados,
trezentos desejos presos,
trinta mil sonhos frustrados.

(2) Trecho: Olinda (tirei daqui)
Olinda é só para os olhos,
Não se apalpa, é só desejo.
Ninguém diz: é lá que eu moro
Diz somente: é lá que eu vejo.

(3) Desmantelo azul (tirei daqui)
Então pintei de azul os meus sapatos
Por não poder de azul pintar as ruas
Depois vesti meus gestos insensatos
E colori as minhas mãos e as tuas

Para extinguir de nós o azul ausente
E aprisionar o azul nas coisas gratas
Enfim, nós derramamos simplesmente
Azul sobre os vestidos e as gravatas

E afogados em nós nem nos lembramos
Que no excesso que havia em nosso espaço
Pudesse haver de azul também cansaço

E perdidos no azul nos contemplamos
E vimos que entre nascia um sul
Vertiginosamente azul: azul.

domingo, 23 de novembro de 2008

Passeio por Olinda

Pequenas observações de uma corrida a beira-mar de Olinda:

* Restaurante Oishi (acho que baseado em oxe), onde tem culinária japonesa, chinesa, brasileira e vende pizzas. Rodízio de Sushi e carne.
... Deu vontade de ir lá, pedir um crepe.

* Hotel Samburá, tem um letreiro onde dizia "temos pizza de todos os sabores".
... Propaganda ousada, não?

* Sabe Cicarelli e seu conhecido vídeo? Pude acompanhar showzinhos ao vivo.
... só não pense que achei legal

* Alguns trechos da praia de Olinda me fazem pensar que sou bonito.
... e só

* Há uma ciclovia, há placas de proibido trânsito de bicicleta na calçada, mas nem os motoristas respeitam a ciclovia e nem os ciclistas o aviso de que não pode trafegar.
... Brasil
.
* Vi uma cena singela. Um menino viu um pombo dar um vôo rasante, um garotinho abriu os braços e saiu atrás correndo atrás de outros pombos.
... Três passos depois o moleque tropeço e se estribuchou no chão.

* Vi de passagem um quarteto gay jogando volei de praia. Com direito a gritinhos e tudo
... nunca o trocadilho em português pra beach volley fez tanto sentido pra mim.

* Tem um rodízio de pizzas em Olinda que na terça-feira custa R$ 5,50
... Vai encarar?

sábado, 30 de agosto de 2008

Pecado da capital

Hoje em Olinda eu vi um casal saindo a pé do motel frenesi (acho), com as vestimentas semelhantes a de evangélicos e o rapaz com algo na mão que parecia uma bíblia.
Cena no mínimo curiosa.
Foi para fins de procriação ou os pecadores foram pegos em flagrante?