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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Novos baianos 2

Começo a gerar um ódio pelos Novos Baianos. Assim como por Chico, João Gilberto e todos aqueles que inventam de fazer músicas com uma harmonia fantástica mas que pra isso exige acordes tão difíceis que inibem todos os violeiros de ocasião a tocar suas músicas

Dá pra perceber que eu tenho parado pra esmiuçar a Como estamos falando em música, o que são os dois cavaquinhos desta música dos Novos Baianos? Quando dois instrumentos iguais estão numa música eu reparo muito a sobreposição de um sobre outro. Com isso não acontece fica uma combinação incrível


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Em época de greve da polícia

Uma música do Raul que me faz lembrar nestes momentos


terça-feira, 12 de julho de 2011

Audições

Ando numa fase onde a parte musical está em alta.


Bem, talvez algo assim já tenha já tenha acontecido com você: um grande artista, que conheces relativamente bem (mas não é da sua panelinha de intocáveis) lança um álbum. Escutas a primeira, a segunda música e nenhuma delas "pega".

- Pô, acho que fulaninho errou a mão, as músicas tão meio (...)

Deleta, e vai pra outro disco.

Atualmente, com tantas opções e disponibilidade, perdeu-se um pouco o hábito de parar pra ouvir um disco e se "acostumar" com ele. Na época do início do CD, o raio de ação era basicamente os discos que você tinha, o que seus amigos poderiam emprestar e as fitas k7. Naquela época, quando eu comprava um álbum que eu não gostava tanto, eu "insistia" um pouco mais, para ver se aproveitava alguma daquelas músicas, já que era aquilo que eu tinha em mãos. Graças a isto, eu consegui não deixar escapar pelos dedos alguns clássicos que não me cativaram na primeira audição.

Que fique claro: o "acostumar" não era no sentido de tolerar, era de gostar mesmo. Às vezes, quando se tratava de uma sonoridade diferente, acontecia de ir buscar mais músicas naquele estilo e ampliava minhas opções. Hoje em dia eu tento resistir um pouco mais a ânsia de deletar e procurar outra coisa, mas reconheço que nem sempre é fácil com tanta coisa boa por aí pra ouvir.

Recentemente isso ia acontecendo comigo. Quase que o Fork in the Road, do Neil Young, escapa sorrateiramente de mim. Ouvi, não "pegou". Uma, duas, três vezes. Reconhecia a qualidade (ganhou até Grammy) , mas não tinha nenhuma música que me embalava. Até que surgiu a primeira música que eu saí cantarolando por aí, a segunda, a terceira.. Hoje, escuto este álbum e tenho a sensação que ele compôs tudo isso no banco de um conversível atravessando as estradas dos EUA com seu carro elétrico
Um rock puro e bem tocado. Percebi que sentia a falta disso assim que a ficha caiu.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Coisa de velho

Estava eu escutando meu jazzinho no carro quando um amigo meu interpelou.
- Tira esta música de velho! Põe teu cd de Guns n' Roses aí.

Isso me fez sentir o tempo passar. Eu lembro do Guns no auge, como referência para um monte de bandas que surgiam.

Só que isso já faz mais de 20 anos, excetuando o cd "fantasma" lançado em 2009, eram 17 anos sem nada de novo. Será que uma banda como esta já virou velharia?

Seguimos envelhecendo. E, assim como nossos pais, há uma tendência de "cristalização" das nossas referências mais antigas que atrapalham o acesso as novidades, dificultando a reciclagem. Lembro que brincava com meu tio por ele gostar de Frank Sinatra ainda nos anos 2000 enquanto ele não agregava coisas novas. Sorrateiramente, percebo este processo acontecendo comigo e, em maior ou menor escala, com alguns de meus agregados.

Além disso, há a dificuldade de encontrar as coisas novas e legais no meio de tanta informação difusa. O que nos é jogado na cara são bandas pouco atraentes pra quem tem raízes mais antigas, forçando o esforço em busca de coisas novas e descobrir onde, o que e por que escutar tal banda?

Há um tempo eu tomei uma decisão radical, apaguei TODAS as minhas mp3. [Tá, guardei em dvds, mas raramente as ouço por lá]. Queria zerar, recuperar o desejo de escutar coisas novas, bacanas e atuais, me "descongelar" e posso dizer que tenho encontrado surpresas agradáveis.

Dentre elas, o Hypnotic Brass Ensemble (a jazzband citada no começo), banda com 8 instrumentos de sopro e uma bateria que toca um jazz muito bacana. A banda é de 2004 e eu recomendo pra quem curte o estilo. Pode ouvir este link qui, que os homi tocam superempolgados.

Estou envelhecendo, mas sigo querendo ampliar minhas fronteiras musicais

sábado, 31 de janeiro de 2009

As Portas

Ainda estou meio aceso de um cover do The Doors que vi. Queria registrar algo razoável para celebrar e vai das mais conhecidas

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
(People are Strange)

Pois é, tanta gente estranha em volta não é, estranho?


Ps:
Ainda mando minha versão samba pra Light my Fire pra comunidade do The Doors. Só pra 0uvir as bombinhas estourarem

Tradução