sábado, 23 de maio de 2009

Irresistível

Lá do Uol




Pergunta:

Não resiste a o que?

Link do ensaio

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Óbviedade Relativa

Peguei um livro-jogo pra passar o tempo
Segundo as instruções "O único caminho verdadeiro envolve um risco mínimo e qualquer jogador, mesmo sendo fraco em suas jogadas iniciais dos dados, deve ser capaz de passar com razoável facilidade".

No começo do livro há uma fenda com uma ponte no meio. Tinha a opção de atravessar pela ponte frágil ou dar a volta na fenda. Não arrisquei e contornei a fenda e virei a página.

De repente, aparece um mamute gigante, forte, que matou meu personagem na cena seguinte.

Afinal, o que é um "caminho verdadeiro?"

terça-feira, 12 de maio de 2009

Significados

Já fiz piada citando as frases em inglês que não fazem sentido nenhum estampadas em camisas por . Imagine camisas por aí com "Sexta divisão do exército americano", "imperador do mar", "USA 1945". Só pra citar as que eu tive. Vira e mexe eu vejo algo fora do comum na rua.

Esta semana eu me deparei com esta camisa no Extra
.



Se vir alguém na rua com esta camisa (salvo casos de ironia intencional), não faça o favor de traduzir

domingo, 10 de maio de 2009

Amigos

O texto é "verba testamentária", de uma excelente seleção de contos de Quinzinho Machadão que classifica por temas. O tema que do que eu estou lendo é um dos meus preferidos, desrazão.

Separei um trecho bacana de verba testamentária :

"Os amigos eram os rapazes mais antipáticos da cidade, vulgares e ínfimos. Nicolau escolhera-os de propósito. Viver segregado dos principais era para ele um grande sacrifício; mas, como teria de padecer muito mais vivendo com eles, tragava a situação. (...). A verdade é que, com esses companheiros, desapareciam todas as perturbações fisiológicas do Nicolau. Ele fitava-os sem lividez, sem olhos vesgos, sem cambalear, sem nada. Além disso, não só eles lhe poupavam a natural irritabilidade, como porfiavam em tornar-lhe a vida, senão deliciosa, tranqüila; e para isso, diziam-he as maiores finezas do mundo, em atitudes cativas, ou com uma certa familiaridade inferior. Nicolau amava em geral as naturezas subalternas, como os doentes amam a droga que lhes restitui a saúde; acariciava-as paternalmente, davalhes o louvor abundante e cordial, emprestava-lhes dinheiro, distribuía-lhes mimos, abria-lhes a alma..."

Isso beira minha relação com alguns dos meus principais [Amigos? por aí, mas não vamos por este rótulo por hora]. Em geral, eles não são considerados poços de simpatia. Instantes com eles ativam minha criatividade e abria a alma. Olhando de igual pra igual, sem olhos vesgos, e considerando suas excentricidadades.
Nicolau tem uma personalidade excêntrica e numa descrição nesta direção é dá pra enxergar algumas coisas que fogem do senso comum.


Ps:
Viram? Eu também sou eclético. Leio até Machado de Assis

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O que é maior?

A globalização ou a ignorância.
Vejam isso

Afeganistão põe único porco do país em quarentena


Estoura uma gripe no Méxcio e o Afeganistão isola o (único) porco.
Para celebrar este festejo non sense, tem a frase final do diretor do zoológico, estilo Amelie Poulain (sim, porco como animal de zoológico)
São tempos perigosos e difíceis para arumarmos uma porca para o nosso porco

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Piadas à sua frente

Eu costumo comentar que as piadas do cotidiano acontecem a nossa frente, só esperando uma oportunidade para serem interpretadas. Isso talvez exija um tanto de sagacidade mas, principalmente,uma visão bem humorada da vida.

Eu costumo dar de exemplo a primeira vez que eu vi, acho que na comunidade do orkut com algo do tipo "Moço do tempo, tira a cabeça de cima do Acre". No dia seguinte eu vi a previsão do tempo do jornal hoje e tcharam. Ri sozinho da sacada esperta. Os pobres moradores do Acre precisavam ficar atentos quando o apresentador esticava o braço pra alcançar a região Nordeste ou Sul e assim saber se vai chover ou não.

Mais uma pequena bobagem cotidiana. Vejamos esta placa, tirada de um bairro da Manguetown



Pizza se faz no forno
Churrasco se faz no espeto, na brasa

Então por que diabos o cidadão chama a sua churrascaria e pizzaria de Frigideira?

Já virou piada interna entre os amigos

sábado, 2 de maio de 2009

Um dia pra se guardar

O cenário de um primeiro de maio chuvoso, no início de um feriado prolongado era desolador. O caminho, a cidade vazia, postos de gasolina nas imediações da BR estavam disputados entre carros que enchiam o tanque, demorando uma eternidade e dando inveja do destino distante para quem queria colocar míseros 10 reais pra rodar uma cidade vazia.

Bem, resolvi baixar a guarda, aguçar os poros e arriscar, em busca de uma noite que valesse a pena, histórias que merecessem ser contadas, sinestesias que mereçam ser sentidas. Acabou rendendo uma postagem

* O cara que encheu meu tanque de gasolina desenvolveu toda uma tese sobre mulheres que fumam. Ele estava tão empolgado que encheu os 10 reais e ele continuou falando:
"Olha aquela ali, linda, tem um corpão, mas fuma. Eu não pego mulher que fuma. Dá um troço ruim. (...) "
"Não, não é esta daí, esta é mais derrubadinha, é a outra ali por trás. Esta daí deve fumar um pouco mais"
"Você já reparou no cuspe de uma mulher que fuma? É mais espumoso (...) . "
"Se a mulher ainda "tomasse pinga ao invés de fumar, seria muito melhor"

[Pessoas como esta corrobam a tese de "bom ouvinte" que há sobre mim]

* Um dos seus lugares preferidos na cidade sem estar vazio-desanimador nem cheio-assustador.
Uma banda de blues-rock muuuito boa, cujo vocalista, que tomava vodka na garrafa, ficou tão loucco que começou a tocar guitarra e cantar caminhando pelas mesas do bar, cantou a aniversariante. Uma cena pra lá de excêntrica. Além de mandar o bateirista solar enquanto atendia o telefone.

* Um casal do seu lado que mal se falava, mal se olhava e saiu pouco depois da metade. Momentos que fazem você pensar "antes solteiro e sorrindo"

* Sua mesa com conversas gostosas, típicas de corações leves, sem ranços ou pesos.

* Um outro lugar com uma banda meio fraca, mas que tocava músicas "rápidas e pesadas" para um público empolgado, como um sósia de um professor querido dançando "além-empolgado", até quando a banda parava, junto com um dançarino adjunto, vulgo seu filho, embreagado a ponto de me convencer da dificuldade de se caminhar em linha reta. O garoto era meio grande e redondo, a ponto que quem estava ao redor temia por uma trombada em caso de desequilíbrio.

* Um garçon nonsense que chega pra você do nada e diz "esse povo empolgado aí, quero ver amanhã.Vão tudo tomar água gelada (?!)"

* Um ser fantasiado de Michael Jackson às 4:30, caminhando na calçada alheio ao perigo da madrugada, confiando na fama.

* Uma volta lenta e contemplativa pelo caminho mais bonito. Tempo fechado, mas havia uma fresta por onde o sol teimava em surgir e mostrar o dia nascendo.

Músicas que trouxeram sensações. Pequenos fatos que rendem histórias bacanas. Boas companhias. Será isso muita coisa?


PS:
Não gosto mutio desta de postar músicas e vídeos, mas vou abrir uma exceção para uma música da trilha sonora enquanto postava. É algo no estilo do que eu gosto de fazer com música, no sentido de juntar uma galera e se divertir.
Beirut - A sunday Smile

sábado, 25 de abril de 2009

Banalização do aplauso

Tava vendo agora o altas horas, lá estava Rogéria, o travesti.
Serginho Groisman perguntou a ela alguma coisa na transição Astolfo-Rogéria. Ela respondeu:

"Ah. Eu não tive problemas. Também se aparece algo, eu sou gêmeos ascendente em leão. Resolvo logo na porrada!"

Algo de louvável nesta frase? Achei até incoerente. Porém, o público do altas horas aplaudiu forte.

Um outro exemplo que eu cito de vez em quando é o do pôr-do-sol do jacaré, famoso na Paraíba. Eu até gravei um vídeo



Tudo muito lindo, muito bacana. Mas bem. O sol se põe e as pessoas aplaudem por que? Eu entendo o aplauso neste sentido como uma manifestação de aprovação para a parte que se expõe. Salvo casos de crenças, referências ao sol, não faz muito sentido.



Imagino o tédio de se mostar para um público desqualificado. Benditas exceções. Por isso eu adorava minhas aulinhas "arranca-toco" na Faculdade. Sempre saía de lá achando que tinha ganho algo.

ps2 Público ruim me lembra o festival de jazz do Recife

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Levando ao pé da letra:

Para os designers, o céu à noite não é preto, é azul (daqui)
Para os turismólogos, a pessoa que conduz o visitante não é guia turístico, mas guia de turismo
Para os psicólogos, afeto não pode ser tomado como sinônimo de carinho
Para contadores, custo, despesa, desembolso e gasto são distintos e bem definidos.
Para administradores. Se você diz que algo tem qualidade ele pode não entender que é bom
Para quem tá na área de saúde, sinal e sintoma não são sinônimos.

Maldito senso comum.
ps: eu jurava que já tinha postado isso, vou tentar lembrar de mais para adicionar

sábado, 4 de abril de 2009

Existencialismo

Em minhas mãos, por exemplo, há algo de novo, uma determinada maneira desegurar meu cachimbo ou meu garfo. Ou então é o garfo que tem agora uma determinada maneira de ser segurado, não sei. Ainda há pouco, quando ia entrando em meu quarto, parei de repente porque sentia me minha mão um objeto frio que retinha minha atenção através de uma espécie de personalidade. Abri a mão, olhei: estava segurando apenas o trinco da porta.

Antonie Rouquetin, em "A Náusea"

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Uns mais iguais que os outros

Estou só, em meio a essas vozes alegres e sensatas. Todos esses sujeitos passam seu tempo se explicando, reconhecendo com satisfação que têm as mesmas opiniões. Deus meu, que importância dão a pensar todos juntos as mesmas coisas?

Antonie Rouquetin

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Maiden! Maiden! Maiden!


Foto do jc

* Showzão. Comoo o cara do acerto de contas comentou. Sem dúvida tá entre os 10 maiores shows

* Alguns sabem do comentário que faço sobre nome de bandas em inglês e sua estranheza qd se traduz . Ou soaria bem uma banda nacional que se chamasse 'as portas', ou 'insetos', 'pedras rolando'? Também sei do contexto do nome Iron Maiden.
Mas, por outra ótica. Um bando de marmanjo cabeludo de preto, às vezes ainda colegial, gritando em coro uníssono "Virgem,Virgem,Virgem,Virgem"? Ê laiá..

* Queria também destacar a capa fake do show do maiden que rolou pela internet, aqui

* Como bom metaleiro que não sou, não fui de preto, nem de caça comprida nem de tenis. Fui de vermelho pra virar referência do tipo "tou do lado do cara de vermelho". Mas chegando lá tive a sensação que vermelho é a segunda cor dos caras.

* Vi um rapaz pulando o muro, os seguranças viram e tentaram segurar ele, que se livrou dos caras com a destreza de um craque do futebol. Acabou sendo pego depois por um segurança mais esperto.

* O metaleiro é uma figura muito característica. Vai pra o show pelo som mesmo, fica pulando ou flexiona o joelho e fica batendo cabeça, normalmente de preto e com os cabelos longos. Show de metal é a tranquilidade em pessoa. Todo esbarrão, pisão no pé, que eu levava antes do show, a pessoa se virava pra pedir desculpas. E olhe que tinha 20 mil pessoas lá.

* As camisas pretas, das mais diversas bandas estavam lá lotando a areana. Tinham algumas bem legais, mas em algumas se imprime qualquer coisa e tenta vender, é impressionante. Vi desde o nome do show quase ilegível, impressão torta do "eu fui" (e não era intencional) entre outros. O que importa é ser preto e fazer referência ao iron ou a sua banda favorita.

* Agora na hora do show, da cartase do momento, eu levantei os braços e pulei , pulei como nunca. O que tava sobrando de pisão e cotovelada de empolgação na hora não era pouco.

* Ao meu lado tinha um metaleiro mega empolgado com aquelas pulseiras cheias de espetos. Fui o show todo espetado sem intenção. Hoje mesmo eu vou tomar minha vacina anti-tetânica.

* Uma coisa curiosíssima no final do show. Na saída, todo mundo andando devagar, um maluco foi puxar um famoso grito de guerra do Sport Recife, maior time daqui. Conseguiu uns tímidos adeptos, vindo em seguida uma senhora vaia. Em qualquer outro show musiccal de outro estilo, este grito ganharia força. Mas lá a maior torcida era pro Maiden

* Por falar em time, tinha um maluco com a bandeira do náutico que ficou na linha da filmagem frontal. Toda vez que a câmera da torre de iluminação focalizava de frente, o cara colocava a bandeira na frente da câmera. Será que ele achava isso realmente bonito?

* E tinha que ter um pra fazer a piada padrão. Na parada de ônibus, passou um cara de kombi que baixou o vidro e perguntou "quem morreu? tá todo mundo de preto, quem morreu?". Também tinha aquela galera que transporta um trio elétrico na mala do carro que andava devagar escutando o melhor (?!) do brega

* Acabei pagando o pato. Fui com duas pessoas que adoravam metal. Eu moro a mais ou menos 4 km de onde teve o show. De taxi daria menos que 6 reais, para dividir entre três pessoas, seria melhor que voltar de ônibus. Tinha bastante no sentido que chegava na área do show. Mas não dava pra argumentar com quem vinha anestesiado pelo "show da sua vida". O diálogo era algo como.
Zé:
-Vamo de táxi. A gente pega ali
- Vamo. Agora, aquele solo em The trooper foi muito foda

(..)
- Pô, vocês vão pra onde?
- Vamo pegar ônibus ali.
- Mas a gente não ia pegar um Táxi?
- A gente pega. Põ, eu me arrepiei qd o Eddie entrou no palco
(...)
nesta de conversar com gente nas nuvens, andei uma hora até em casa

segunda-feira, 30 de março de 2009

Dor na alma

"Sou eclética. Leio até Machado de Assis"

De uma mocinha que não merecia estar na livraria cultura, posando de intelectual relativista para o amigo.

Agora cá pra nós, se Machadão tá num dos extremos do 'ecletismo' dela, imagina quem tá na outra ponta

Não, é melhor não imaginar

domingo, 29 de março de 2009

O gagão

"O jogador chutou a bola, ela fez uma curva e foi sai .. sai .. sai .. sai .. entrando"

André Fenômeno, meu vizinho, que percebeu que a bola não ia saindo enquanto gaguejava

Domingo de Ferreira Gullar

Vou deixar o início do Poema Sujo, um poema que Ferreira Gullar criou enquanto estava no exílio, em Buenos Aires. Foi trazida para o Brasil depois de ter sido 'ouvida e louvada' por 'um tal' de Vinícius de Morais em uma fita cassete. Fita que circulou entre os intelectuais que ficaram no país. Depois, ela foi transcrita e lançada no Brasil com o autor ainda fora do país.


turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
menos que escuro
menos que mole e duro menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma? claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica e vem sonhando desde as entranhas
azul
era o gato
azul
era o galo
azul
o cavalo
azul
teu cu
tua gengiva igual a tua bocetinha que parecia sorrir entre as folhas de
banana entre os cheiros de flor e bosta de porco aberta como
uma boca do corpo (não como a tua boca de palavras) como uma
entrada para
eu não sabia tu
não sabias
fazer girar a vida
com seu montão de estrelas e oceano
entrando-nos em ti

bela bela
mais que bela
mas como era o nome dela?
Não era Helena nem Vera
nem Nara nem Gabriela
nem Tereza nem Maria
Seu nome seu nome era...
Perdeu-se na carne fria
perdeu na confusão de tanta noite e tanto dia
perdeu-se na profusão das coisas acontecidas




Ps: Incitado e estimulado pelo meu lado Iza de ser
Ah, e fora do meu livro de haikai, poema sujo foi o único livro de poesia que eu comprei pra mim

quinta-feira, 26 de março de 2009

Todos iguais

Ontem no jornal da bobo e mostrou um caso de um ex jogador que tinha sido preso na Bahia. Estranhei as imagens do momento da prisão, porque colocaram a visão do rosto do tal jogador distorcida, coisa que a globo só põe pra crianças.

Imaginei que fosse pelo boné, que tava na altura dos olhos. Mas ainda sim, as imagens eram meio distantes e num caso normal a emissora não se daria este trabalho. Hoje eu vi no Terra a resposta



Caixa Econômica Federal, que tem trocentas propagandas na bobo.
Tratamento diferenciado para quem financia a tv no país

segunda-feira, 23 de março de 2009

Uma que escapou

Humor não é um estado de espírito, mas uma maneira de olhar o mundo
Ludwin Wittgenstein

sábado, 21 de março de 2009

Wittgenstein

Andei lendo sobre este austríaco, que foi um dos grandes filósofos do século XX. O camarada desenvolveu uma linha da filosofia que anda na contramão e por vezes batia de frente com a metafísica. Trocando em miúdos de forma rude, ele disse algo do tipo "Todas estas discussões sobre o 'ser' e outras subjetividades são 'perda de tempo', se resumem a problemas de linguagem " sendo o grande papel da filosofia clarificar o conhecimento.



Registrando algumas citações dele



-"Os limites da minha linguagem significa os limites do mundo": De certa forma é por isso que eu gosto de estudar áreas diferentes da minha, ampliar as minhas linguagens, visões e, portanto, meu mundo.



- Se dermos à eternidade o significado não de duração temporal infinita mas de intemporalidade, então a vida eterna pertence aos que vivem no presente.

sábado, 14 de março de 2009

Lições de moral

"...e eu pude aprender que para ser feliz, não preciso ser jogador de futebol"

Pílula de sabedoria da sessão da tarde da última sexta

terça-feira, 10 de março de 2009

Convites e respostas no msn

XxX diz:
cental
bora
agora
stella
preciso
logo
tpm
APERTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANDO


ZeH diz:
:o
tá
vamos
antes
que
vire
um
poema
concretista

segunda-feira, 2 de março de 2009

Crítica

O livro é interessante. A escrita é leve e gostosa para em uma trama envolvente que se passa na cidade do Rio de Janeiro. Os personagens são bem escritos e dão uma dimensão bem definida da escrita contemporânea. que o autor apresenta por toda sua obra. (...)

O livro? Leite derramado do Chico Buarque que será lançado no futuro
Mas enfim, nada mais fácil do que escrever críticas para sumidades. Vejamos mais na frente o que os jornais dirão.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Risco arisco

Pensar.
Pulsar.
Sentir.
O incognoscível...
um risco?
ar(r)isco.

Anônimo que não quis se identificar

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Desusos do dicionário

Pachola

Você sabe o que significa Pachola?
Fui no Dicionário Houaiss tirar a dúvida

1 indivíduo bom, simples, ingênuo, para quem tudo está bem; bonachão
2 indivíduo preguiçoso, vadio; mandrião
3 indivíduo gracejador, brincalhão; gozador, farsola
4 indivíduo mulherengo
5 que ou o que se veste com elegância pretensiosa e duvidosa
6 diz-se de ou indivíduo pedante e cheio de si


Se você chama o cara de Pachola, o cara ao mesmo tempo ingênuo ou humorista ou mulherengo ou vagabundo ou desarrumado ou ainda um porre?

Bem, desisto

Ps: Pachola também é o nome de um jogador de futebol

Tá quente? // sem gênero

No Calor do Recife
bate o vento gelado
de um ar-condicionado

//


Ainda que triste
Não omite a beleza
Que nel'existe

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Carnaval,carnaval, carnaval

Vou aproveitar e ir postando algumas referências sagazesdos blocos pernambucanos.

Morreu Donzelo 
A Troça Carnavalesca Mista Etílica Cultural Sexual Escrota Social e Anárquica Morreu Donzelo realiza o 1º Baile à fantasia no bar do Déu, largo do Amparo. O som é garantido pelas bandas Os Boêmios e Fuzaca.


[Sentiu o nome da troça?]

Imprensa que entra 
O Catamaran recebe o baile Imprensa que entra, que reúne profissionais de comunicação de Pernambuco. 

[Nada como um duplo sentido bem empregado]

[do jc]

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Inserindo na reforma

Fique por dentro
Nunca mais trema na linguiça
Ok?

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Nunca foi

Cheguei a pensar em terminar o texto abaixo com a frase-clichê de Amelie Poulain

São tempos difíceis para os sonhadores

Mas me soa "umbiguistica", quando é que foi fácil ser sonhador?

Não me larga

A hora da minha corrida é o momento mais sinsetésico do meu dia. Tento captar e organizar sensações e impressões que me acontecem.

Hoje foi um dia estranho neste sentido.

Enquanto ia, vi uma camisa de uma pessoa onde estava. "Carnaval 2009 é na capela". Tomada tal e qual escrita soa estranho, dispenso o carnaval na capela, ainda que saiba que a capela referida é .. Bum!
Uma picape ameaça furar o sinal na minha frente e freia, um Mille vem atrás e acerta a picape em cheio. O susto quebra a sinestesia do momento

Chego na pista de corrida e me entretenho com os gatinhos. A fêmea estava no cio cruzando com um parceiro na beirada da pista e diversos gatos estavam rodeando a cena em volta. Todos que se exercitavam na pista tinham que desviar pelo cantinho que os gatos deixaram para a passagem, já que eles não estavam nem aí para os humanos. Distante, vinha um cachorro encoleirado, daqueles que parecem ser meio atacados, pois ficava o tempo todo com a correia da coleira esticada. Comecei a divagar sobre a naturalidade dos animais que a sociedade nos poda, sobre a passagem do cachorro pelos.. (bum!)
Um Renaut Megane cruza a pista de maneira descuidada e se atravessa na frente de uma moto. A moto trava as rodas e em deslizando em velocidade na direção do Renaut. Aqueles segundos demoraram horas pra passar, a aflição de ver um acidente acontecendo, até que houve o choque.

Por estas e outras que vivo zombando de tudo. A realidade já é muito dura pra levar a vida a sério o tempo todo.

sábado, 31 de janeiro de 2009

As Portas

Ainda estou meio aceso de um cover do The Doors que vi. Queria registrar algo razoável para celebrar e vai das mais conhecidas

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone
Women seem wicked, when you're unwanted
Streets are uneven, when you're down
(People are Strange)

Pois é, tanta gente estranha em volta não é, estranho?


Ps:
Ainda mando minha versão samba pra Light my Fire pra comunidade do The Doors. Só pra 0uvir as bombinhas estourarem

Tradução

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Coragem pra dentro

Todos me abandonaram, e lá estava eu em minha cadeira, esmagado e humilhado.
"Meu Deus, Então esta é a minha sociedade" - pensava - E que papel de idiota fiz diante deles" Os imbecis imaginavam que me fizeram uma grande honra dando-me um lugar à sua mesa, e não percebem que sou eu, sim, eu quem os honra, e não eles a mim . 'Emagreci!' "A roupa!' Ah, malditas calças! Zverkov notou imediatamente a mancha amarela no joelho. Mas que adianta! Tenho é que me levantar logo desta mesa, apanhar o chapéu e simplesmente ir-me embora, sem uma palavra... Com desprezo! E amanhã desafio-os para um duelo. Covardes! Não lamento meus sete rublos. Eles imaginarão talvez... O diabo que os carregue! Não me importam meus sete rublos! Vou-me embora imediatamente"

Evidentemente, fiquei. Para me consolar, bebi copázios de Lafitte e xerez, embriagando-me rapidamente.

...

Estes e outros exemplos de como nosso mundo interior é tão diferente do exterior,  e até um questionamento interessante sobre "quem é o herói" pode ser visto nas Notas do Subterrâneo, de Fiodor Dostoievski.