sábado, 21 de junho de 2014

Desestresses

Aí o dia começa aperreado, cheio de coisa pra fazer, pra responder, sem respeitar os instantes de solidão que a manhã por vezes exige.
Ao alcançar a solidão e o cidadão coloca uma música, daquelas que entra pelo ouvido e faz cócegas no cérebro. Você ri e passa a achar o dia mais bonito.

Não há melhor psicotrópico do que a música

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Novos baianos 2

Começo a gerar um ódio pelos Novos Baianos. Assim como por Chico, João Gilberto e todos aqueles que inventam de fazer músicas com uma harmonia fantástica mas que pra isso exige acordes tão difíceis que inibem todos os violeiros de ocasião a tocar suas músicas

Dá pra perceber que eu tenho parado pra esmiuçar a Como estamos falando em música, o que são os dois cavaquinhos desta música dos Novos Baianos? Quando dois instrumentos iguais estão numa música eu reparo muito a sobreposição de um sobre outro. Com isso não acontece fica uma combinação incrível


sábado, 31 de maio de 2014

Angústia 2

Aí um dia depois de eu colocar a postagem anterior e de Polly mostrar a opinião de Guimarães Rosa nos comentários, hoje aparece na minha timeline do facebook meu querido amigo Mário Quintana opinando também:

Moro em mim mesmo
Não faz mal que o quarto seja pequeno
É bom, assim tenho menos lugares
para perder minhas coisas


quarta-feira, 28 de maio de 2014

Angústia

Minha maior angústia nessa vida é querer ser tanta coisa dentro de um corpo só.
Eu não caibo em mim

Novos Baianos

Se os novos baianos tivessem mantido o ritmo dos primeiros discos eles poderim a mitologia propria de Salvador. Ver o farol iluminar as águas da Bahia, torcer por mais um do Bahia, imaginar o petroléo embaixo da pracça Castro Alves entre tantas coisas. 

sábado, 24 de maio de 2014

Altruismo

Altruísmo, assim como humildade, é uma característica cuja sua auto afirmação é sua própria negação

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Braque

Pra nós, leigos, só Picasso é famoso dos cubistas. Porém, talvez ele não tivesse ido a lugar nenhum se não tivesse um cara como Braque por perto. No início do Cubismo eles se viam diariamente e expunham juntos. 
Qualquer dia eu escrevo mais sobre ele :D

E por que essa pintura abaixo é legal? Até agora não consigo identificar se é 2d ou 3d. A noção de profundidade foi investida aí pra não dar "segurança" a nós, que estamos vendo a pintura.


Bodegón com Uvas; George Braque

quinta-feira, 15 de maio de 2014

O sonho é popular

Tenho vontade de conhecer Brasília. De lá, escuto o mantra da objetividade turística "Brasília não tem nada pra fazer".
Mas será que as coisas belas precisam ser apenas aqueles quadros belíssimos ou coisas que a natureza passa anos esculpindo?
Será que a arte pode ser funcional e bela ao mesmo tempo, rasgando os céus
Como diz Ferreira Gullar, o sonho é popular



Lições de arquitetura

No ombro do planeta
(em Caracas)
Oscar depositou
para sempre
uma ave uma flor

(ele não faz de pedra
nossas casas:
faz de asa)

No coração de Argel sofrida
fez aterrizar uma tarde
uma nave estelar
                           e linda
como ainda há de ser a vida

(com seu traço futuro
Oscar nos ensina
que o sonho é popular) 

Nos ensina a sonhar
mesmo se lidamos
com matéria dura:
o ferro o cimento a fome
da humana arquitetura 

nos ensina a viver
no que ele transfigura:
no açúcar da pedra
no sonho do ovo
na argila da aurora
na pluma da neve
na alvura do novo 

Oscar nos ensina
que a beleza é leve

Em época de greve da polícia

Uma música do Raul que me faz lembrar nestes momentos


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Quantidade

Um mói tem mais do que um mol

domingo, 11 de maio de 2014

um pouquinho de arte


Violin and pitcher, George Braque

Me amarro nestas técnicas de desconstrução de imagem, bem típicas do cubismo. As coisas estão aí esperando para serem vistas.
teste

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Elvis e Madona

Assisti este filme hoje, da história de amor entre uma lésbica e um travesti.
É algo como uma comédia romântica com personagens pouco ortodoxos. História simples, passagens engraçadas, com algum drama e um desfecho bonito no final.
O que eu queria deixar registrado é que eu tive a impressão de que a maior parte do pessoal que estava presente no cinema esperava uma história pesada, com preconceito latente, brigas e se surpreendeu com uma história engraçada e dinâmica. Talvez até um pouco de preconceito mesmo, como se a história só tivesse que seguir este caminho.
Mas o humor e a leveza surpreenderam

sábado, 2 de junho de 2012

Prerrogativas das boas intenções

Já comentei aqui que tenho como referência primordial com as intenções que as coisas são ditas antes da mensagem em si. A partir do momento que se tem conhecimento suficiente sobre alguém para perceber o que estava por trás do que foi dito, deve-se dar as devidas ponderações.

Por mais óbvio que isso possa parecer, esta regrinha é frequentemente esquecida e o resultado disso são desavenças em questões que claramente poderiam ser resolvidas discutindo e corrigindo o ruído que há na comunicação.

Daí que surge um conceito que julgo importante, a prerrogativa das boas intenções. Por esta idéia, considera-se que, caso determinado ser tenha dito ou feito algo que não tenha caído bem e atingido direta ou indiretamente a ti, a consideração imediata é considerar que a intenção não era nociva.

Antes de discordar, vamos colocar alguns pregos pra pendurar o quadro:

1) Não é qualquer pessoa e, pasmén, não necessariamente amigos. Para gozar deste direito, é necessário que se consiga enxergar a alma transparente do beneficiário, às vezes são pessoas que você nem tem tanto contato assim.

2) Não é sinônimo de perdoar qualquer coisa, de ser excessivamente benevolente ou qualquer indicação de casos extremos. Estes devem ser avaliados à parte. É um conceito médio para pessoas específicas.

3) A consideração é apenas inicial e normalmente merece uma investigação para confirmar as impressões. Posturas mais agressivas tendem a perder o equilíbrio.

A idéia é tomar uma postura inicial mais amistosa, tentar entender o que se passa no cérebro alheio e não fazer um atraso, uma frase dita, uma atitude tomada ou outra atitude questionável, modificar uma impressão mais forte que você tenha sobre a pessoa. A abordagem factual ou de frases literais, pura e simples é pobre. A referência básica pra alguém é o seu conjunto de valores e princípios, é o que deve se tomar como referência.

Normalmente dá certo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Feriado de meio de semana em Olinda

coisas que você vê Olinda em um feriadão com eventos pontuais de música não-comercial nas igrejas do lugar:

* Filas gigantescas para pegar ingressos gratuitos 4 horas antes do show.
* Muita, muita gente, em pelo menos dois trechos onde não acontecia absolutamente nada
* Outro tanto de gente indo desse ponto, que não havia nada, para outro ponto que também não havia nada.
* No único palco aberto onde não se exigia ingresso, espaços para ver o show sentado no chão
* Democracia (ou algo parecido). Vi o show com um amigo e um mendigo do outro lado, reclamando que tinha um cara que entrou justamente na minha frente. Este cara é um vocalista de uma banda famosa

Olinda. Adoro esta cidade por não entender absolutamente nada de lá.
Já falei de Olinda aqui , aqui e aqui

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Diversão

- Hoje é pleno sábado e eu estou de plantão.
- Eita. E de que horas encerra o plantão?
- Às 19h. Mas vou chegar em casa, tomar um banho e sair com as amigas. Vida de solteira de novo agora...
- Ah é? Então fazes bem. É bom pra espairecer. Mas e aí? Vai pra balada?
- Não, vou tomar um sorvete com as amigas :D

~~~~

Pois é. Se divertindo sem ler o manual de instruções

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Psicologia de botequim

Ou, como resolver os problemas pessoais em um ato

De duas atendentes da loja de conveniência de um posto:
- E aquela cliente saiu daqui, muito estressada, reclamando
- Acho que ela tá carente, né?
- Deve tá precisando de uma 'piscicoga'
- Ah, não. O problema dela é sabe o que?
- O que?
- Cola. Vou lá dentro buscar cola de sapateiro pra ela cheirar, num instante fica boa.




sábado, 16 de julho de 2011

Câmbio

De um programa de viagens (Top 5 - fim de semana) da Discovery: Dublou o apresentador americano mas não o artesão brasileiro que estava sendo visitado em seu ateliê. Era o Artesão famoso da região:

- Wow. Quantas coisas bonitas você faz. Esta daqui, quanto custa?
- Essa é 50 Reais, em dollar eu...
- Você acha que 120 dólares paga?
- Bem (coçou a cabeça e pensou). Acho que sim..


E assim seguimos com o PIB crescendo

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Outro dia eu escrevi sobre a banalização do aplauso , que em aglomerações, o povo bate palmas por qualquer coisa, desde que seja induzido a isto.

Lembrei quando a introdução deste vídeo, antes de chamar o convidado. O baterista Miltinho chama Jô para fazer uma correção. Jô, pego desprevenido, tenta se sair com piadas sem graça e o povo ri. Já no final. Miltinho fala umas palavrinhas em Latim (Vox populi, vox Dei) , só pra fechar a frase que tinha dito.

O povo não entendeu, soltou um Ohhhhhhhhh e ainda aplaudiu.

Isso deixa clara uma coisa.Primeira coisa, conquiste sua plateia, seu ouvinte, o resto fica mais fácil. Com uma plateia "ganha". Jô eve todos os recursos pra sair estrategicamente pela esquerda



terça-feira, 12 de julho de 2011

Audições

Ando numa fase onde a parte musical está em alta.


Bem, talvez algo assim já tenha já tenha acontecido com você: um grande artista, que conheces relativamente bem (mas não é da sua panelinha de intocáveis) lança um álbum. Escutas a primeira, a segunda música e nenhuma delas "pega".

- Pô, acho que fulaninho errou a mão, as músicas tão meio (...)

Deleta, e vai pra outro disco.

Atualmente, com tantas opções e disponibilidade, perdeu-se um pouco o hábito de parar pra ouvir um disco e se "acostumar" com ele. Na época do início do CD, o raio de ação era basicamente os discos que você tinha, o que seus amigos poderiam emprestar e as fitas k7. Naquela época, quando eu comprava um álbum que eu não gostava tanto, eu "insistia" um pouco mais, para ver se aproveitava alguma daquelas músicas, já que era aquilo que eu tinha em mãos. Graças a isto, eu consegui não deixar escapar pelos dedos alguns clássicos que não me cativaram na primeira audição.

Que fique claro: o "acostumar" não era no sentido de tolerar, era de gostar mesmo. Às vezes, quando se tratava de uma sonoridade diferente, acontecia de ir buscar mais músicas naquele estilo e ampliava minhas opções. Hoje em dia eu tento resistir um pouco mais a ânsia de deletar e procurar outra coisa, mas reconheço que nem sempre é fácil com tanta coisa boa por aí pra ouvir.

Recentemente isso ia acontecendo comigo. Quase que o Fork in the Road, do Neil Young, escapa sorrateiramente de mim. Ouvi, não "pegou". Uma, duas, três vezes. Reconhecia a qualidade (ganhou até Grammy) , mas não tinha nenhuma música que me embalava. Até que surgiu a primeira música que eu saí cantarolando por aí, a segunda, a terceira.. Hoje, escuto este álbum e tenho a sensação que ele compôs tudo isso no banco de um conversível atravessando as estradas dos EUA com seu carro elétrico
Um rock puro e bem tocado. Percebi que sentia a falta disso assim que a ficha caiu.